sexta-feira, 3 de junho de 2011
10 Formas Naturais de Prevenir a Doença de Alzheimer
Embora possa existir uma predisposição genética para a Doença de Alzheimer, esta é uma doença para a qual pode existir prevenção. Uma alimentação pouco saudável que possua altos níveis de açúcares e gorduras, falta de exercício físico e mental, e um estilo de vido stressante são factores que normalmente estão na raiz do problema.
10 formas simples de prevenir a Doença de Alzheimer:
01 – Tenha uma alimentação rica em frutas e legumes. Foi demonstrado cientificamente que os alimentos que combatem Alzheimer são mirtilos, vegetais de folha verde, como bróculos ou espinafres e maçãs.
02 – Insira na sua alimentação óleos vegetais ricos em Ómega 3, incluindo sementes de canhâmo e de linho. Pode também ingerir óleo de peixe, mas certifique-se quanto à fonte e nutrientes, já que muitos peixes possuem toxicidade de mercúrio, que pode causar Alzheimer.
03 – Certifique-se que está a incluir na sua alimentação uma quantidade suficiente de antioxidantes. Como foi já mencionado, comer frutas e legumes é uma das melhores maneiras de combater os radicais livres. O chocolate, chá verde, vitamina E e vitamina C são outros antioxidantes que podem desempenhar um importante papel contra a doença de Alzheimer.
04 – Um novo estudo de uma equipa de investigadores do Instituto para a Estudo Biológico de Salk demonstrou que um tipo específico de antioxidantes presente nos morangos pode auxiliar a memória e proteger o cérebro do desenvolvimento de Alzheimer.
05 – Um novo estudo do Instituto Karolinska de Estocolmo provou que as diabetes aumentam gradualmente o risco do desenvolvimento de Alzheimer. As diabetes estão associadas a altos níveis de açúcar no sangue.
06 – Um novo estudo demonstrou que uma pessoa com colesterol alto, alta pressão sanguínea e obesidade tem muito mais possibilidades (+ 600%) de perder funções cerebrais e ser-lhe diagnosticado Alzheimer do que pessoas que mantenha um peso equilibrado e que mantenha uma alimentação saudável.
07 – O pigmento na curcuma que atribui ao caril a sua cor amarela pode também ajudar a quebrar as “placas” que marcam o cérebro de doentes com Alzheimer, sugererm as últimas pesquisas.
08 – Evite o mercúrio. Como foi já mencionado, muito peixes estão contaminados com mercúrio, por isso pesquise quais os peixes que são seguros e livres de mercúrio. Por vezes, as vacinas são outra causa da toxicidade por mercúrio.
09 – Desafie a sua mente todos os dias. As pesquisas sugerem que a estimulação mental, falar duas línguas, viajar, puzzles, e aprender a tocar um instrumento são boas formas de combater a senilidade precoce e Alzheimer. Aprenda algo novo todos os dias, mesmo que seja um número de telefone ou uma palavra.
10 – Regule o stress. Está provado que o stress corroi a mente e o corpo, produzindo uma hormona que prejudica o cérebro. A meditação, yoga, arte ou jardinagem são apenas algumas das formas de gerir o stress.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Consumo de soja e controle glicêmico
Diabetes mellitus é um problema crescente na área de saúde pública e suas complicações e morbidade podem ser reduzidas desde que haja um manejo adequado da hiperglicemia pelas modificações do estilo de vida. Já está bem estabelecido que os grãos de soja são fontes de proteína vegetal, carboidratos complexos, gordura poliinsaturada, fibra solúvel e fitoestrógenos (isoflavonas), os quais podem ser benéficos na redução do risco de diabetes. Estudos in vitro sugerem que as isoflavonas têm propriedades antidiabéticas tais como inibição da captação de glicose pela membrana da borda em escova intestinal, inibição da alfa-glicosidase e também da tirosina quinase. Estudos em animais têm indicado que a proteína de soja e as isoflavonas melhoram o controle glicêmico e aumentam a sensibilidade à ação da insulina. Além disso, diversos estudos observacionais também têm sugerido que o consumo de soja per se está associado com melhora do controle glicêmico ou redução no risco de diabetes, entretanto, alguns estudos mostraram efeito neutro, uma inconsistência que pode ser atribuída à variedade dos produtos de soja, quantidade e qualidade de proteína e isoflavonas, duração do estudo, estado de saúde dos indivíduos no início do estudo, adesão à intervenção e grau de consumo dietético.
Neste contexto, pesquisadores fizeram uma revisão em diversas bases de dados para avaliar quantitativamente os efeitos do consumo de soja sobre medidas do controle glicêmico. Os resultados mostraram que em vinte e quatro ensaios, um total de 1518 indivíduos foram incluídos na meta-analise. O consumo de soja não afetou significativamente as medidas de controle glicêmico, uma vez que a diferença média foi de 20,69 mg/dL para glicemia de jejum no modelo de efeitos fixos (p = 0,16) e 20,18 mg/dL para as concentrações de insulina de jejum no modelo de efeitos aleatórios (p = 0,50). Uma heterogeneidade significativa foi observada nos resultados da concentração de insulina de jejum e HOMA-IR.
De maneira geral, não houve um efeito significativo do consumo de soja na melhora das concentrações de glicose e insulina de jejum, embora uma mudança favorável na glicemia de jejum tenha sido observada em estudos que utilizaram alimentos integrais à base de soja ou dietas contendo soja na análise de subgrupos. Entretanto, vale ressaltar que mais estudos que incluam outras variáveis glicêmicas, tal como hemoglobina glicada (HbA1c), devem ser conduzidos para esclarecer melhor os efeitos da soja no diabetes.
Fontes:
Liu ZM, Chen YM, Ho SC. Effects of soy intake on glycemic control: a meta-analysis of randomized controlled trials. Am J Clin Nutr, v.93, p.1092–101, 2011.
Azadbakht L, Atabak S, Esmaillzadeh A. Soy protein intake, cardiorenal indices, and C-reactive protein in type 2 diabetes with nephropathy: a longitudinal randomized clinical trial. Diabetes Care, v.31, p.648–54, 2008.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Carboidrato ajuda no raciocínio
Evitados por pessoas com medo de engordar, os carboidratos são parte importante da alimentação, os principais responsáveis por fornecer energia para o cérebro e podem contribuir para uma melhor velocidade de raciocínio.
É o que mostra uma pesquisa publicada em setembro pelo "American Journal of Clinical Nutrition", em que pessoas que fizeram uma dieta considerada "mais" balanceada, com 46% de carboidratos e 30% de gorduras, tiveram melhor desempenho em testes de raciocínio rápido que aquelas que praticamente excluíram os carboidratos da alimentação, substituindo-os por proteínas e gorduras.
Os 93 participantes, todos com sobrepeso ou obesos, foram submetidos ao teste de rapidez de raciocínio ao início da pesquisa. Os "mais lentos" entraram em uma dieta que continha arroz, batata, massa e pão, entre outros ingredientes.
Dois meses depois, eles repetiram o teste e foram mais rápidos que o grupo da dieta com pouco carboidrato, baixando seu tempo cerca do dobro do valor reduzido pelos outros. A pesquisa foi feita na Austrália com participação de cientistas da Universidade de Adelaide.
Para o nutricionista da USP (Universidade de São Paulo) Daniel Bandoni o resultado ressalta a importância dos carboidratos nas refeições. "A glicose é um dos principais fornecedores de energia para o funcionamento do cérebro, é o seu combustível, e sua falta pode prejudicar o raciocínio e a concentração", diz.
Tamanha importância têm os carboidratos que a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que eles correspondam de 55% a 75% da energia da alimentação, e mesmo o grupo que comeu carboidratos regulamente na pesquisa ficou um pouco abaixo dessa faixa.
Isso significa pelo menos um alimento rico em carboidrato por refeição, segundo Eliana Bistriche Giuntini, pós-doutoranda que estuda o aumento das taxas de glicose no sangue por alimentos fontes de carboidratos, na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP.
Ela diz que, no almoço e jantar, é saudável comer arroz ou pelo menos uma massa, ou ainda batatas ou mandioca. Já nos lanches, o recomendado é o consumo de pão ou até biscoito e bolo, evitando os cremes e recheios porque são ricos em gordura e açúcar refinado.
"As pessoas acham que todo carboidrato engorda. Na verdade, o que faz mal não é comer uma massa, mas sim a quantidade excessiva. Deve-se evitar, por exemplo, tomar vários copos de café com açúcar por dia ou consumir muito refrigerante. Já as pizzas têm carboidrato, mas também têm gordura", diz.
A pesquisadora afirma ainda que, na ausência de carboidratos, o organismo obtém glicose a partir de proteína ou da gordura, mas que "são mecanismos mais desgastantes".
Mediterrâneo
A dieta do mediterrâneo, com predomínio de carboidratos e fibras, já demonstrou em outras pesquisas que influi positivamente no funcionamento cognitivo, de acordo com Paulo Caramelli, coordenador do Departamento de Neurologia Cognitiva da Academia Brasileira de Neurologia.
Entretanto, ele credita a diferença da rapidez de raciocínio detectada, principalmente, ao excesso de gordura consumido pelo grupo da dieta "sem" carboidrato. "Pesquisas mostraram que o excesso de gordura pode elevar os níveis de cortisol no sangue, o que pode afetar a memória. Além disso, a gordura pode causar uma intolerância a glicose, que tem importante papel na cognição."
Fonte: Folha de S. Paulo
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