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domingo, 19 de dezembro de 2010

Dieta gordurosa aumenta risco de câncer de mama, diz estudo



Uma dieta rica em gordura aumenta o risco de câncer de mama em mulheres que já tiveram a menopausa, de acordo com um amplo estudo do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos.

Pesquisas anteriores realizadas em animais já haviam revelado que a ingestão de grandes quantidades de gorduras aumenta o risco de câncer, mas outros estudos em seres humanos não foram conclusivos.

O novo estudo, publicado na revista Journal of the National Cancer Institute, analisou 188,7 mil mulheres em estágio de pós-menopausa, entre 50 e 71 anos, que deram detalhes sobre sua dieta. A menopausa geralmente surge quando as mulheres estão em idades de entre 48 a 55 anos.

Os pesquisadores americanos perguntaram às mulheres com que freqüência consumiam 124 tipos diferentes de alimentos, de "nunca" a "até seis vezes por dia". As quantidades também foram avaliadas.

O estudo acompanhou os hábitos e a saúde dessas mulheres por uma média de quatro anos.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2007/03/070321_diet

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Eficácia de um Alimento à Base de Soja na Sintomatologia da Menopausa

A menopausa, que é caracterizada pela ausência de menstruação por um período de 12 meses consecutivos, ocorre geralmente por volta dos 50 anos, e as conseqüências a longo prazo da deficiência de estrogênio propiciam sintomas desagradáveis e sérias doenças. Para a maioria das mulheres nesta fase, coloca-se a decisão de iniciarem ou não a terapia de reposição hormonal, que embora alivie os sintomas e ofereça proteção contra a osteoporose, muitas vezes ocorre às custas de alguns problemas colaterais, dentre os quais se destacam um maior risco de carcinoma do endométrio e da mama.

Diante disso, e considerando o grande número de mulheres que apresentam contra indicações específicas à reposição hormonal com estrógenos, existe um grande interesse de se investigar alternativas à TRH convencional. Uma das alternativas está no uso de fitoestrogênios encontrados principalmente na soja. Estudos epidemiológicos, experimentais e clínicos tem indicado a ação das isoflavonas na redução dos sintomas indesejáveis da menopausa, especialmente das ondas de calor.

Além disso, as pesquisas evidenciam o papel da proteína da soja em reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Um estudo conduzido por médicos do HC-FMUSP comprovou a eficácia e segurança de um alimento à base de soja (rico em isoflavonas e cálcio) na sintomatologia da menopausa. O estrogênio, hormônio produzido nos ovários, exerce efeitos em todo o organismo feminino, não sendo, pois, surpreendente que sua redução progressiva promova efeitos sistêmicos profundos.

Os sintomas da deficiência estrogênica podem ser observados precocemente no climatério, período de transição da vida reprodutiva da mulher, para a fase não reprodutiva (Aldrighi et al., 2000). O climatério está dividido em três fases: perimenopausa, menopausa e pós-menopausa. A perimenopausa é caracterizada pelo surgimento progressivo de alguns sintomas como ondas de calor, suores abundantes, depressão, irregularidade menstrual e também alterações urogenitais. Essa fase surge por volta dos 45 anos, antes da parada definitiva da menstruação que geralmente já se apresenta irregular.

A menopausa, ou seja, a ausência de menstruação por um período de 12 meses consecutivos, em função da perda da atividade ovariana, somente vai ocorrer por volta dos 50 anos. Depois da parada menstrual definitiva, ocorre o que chamamos de pós-menopausa, que seguirá pelo resto da vida da mulher. As conseqüências a longo prazo da deficiência de estrogênio propiciam sintomas desagradáveis e sérias doenças.

Os sintomas mais freqüentes são os vasomotores, incluindo ondas de calor, sudorese noturna, palpitações, cefaléias e vertigens. Sintomas psicológicos podem também ocorrer e incluem depressão, irritabilidade, fadiga e perda da libido. Entre as doenças silenciosas e progressivas que surgem com a deficiência de estrogênio, pouco percebidas nos primeiros anos do climatério, destaque para a osteoporose, doenças cardiovasculares, demência e alterações atróficas do tecido urogenital, acarretando vaginite, incontinência urinária e dispareunia (Aldrighi et al., 2000; Fernandes, 2003).

Com o aumento da expectativa de vida, admite-se atualmente que a maioria das mulheres deverão viver um terço de suas vidas em estado de deficiência estrogênica, ou seja, na fase da pós menopausa. Por isso, é fundamental que as pessoas se conscientizem da importância da prevenção de doenças, adotando um estilo de vida equilibrado que envolve uma alimentação balanceada, exercícios físicos regulares, manutenção de um peso adequado e restrição do álcool e do fumo. Essas medidas auxiliam no bem estar geral e na manutenção da integridade dos sistemas cardiovascular e osteomuscular (Office of Population...1991; Aldrighi et al, 2000).

Paralelamente a essas medidas, a terapêutica de reposição hormonal é capaz de promover um grande bem estar físico e mental durante a menopausa, prevenindo e/ou tratando a sintomatologia decorrente da carência estrogênica a curto, médio e longo prazos. Freqüentemente são empregados nessa terapêutica os estrogênios, os progestagênios e, eventualmente os androgênios, que além de aliviarem os sintomas indesejáveis, reduzem também o risco de doenças relacionadas ao sistema neurocentral, urogenital e ósseo. Contudo, apesar dos benefícios já conhecidos, a aderência à TRH é muito baixa e isso tem sido relacionado principalmente a alguns efeitos colaterais e riscos, tais como sangramentos vaginais e mastalgia, além de potencial neoplásico para endométrio e mama (Sturdee, 1997; Fernandes, 2003).

Os dados experimentais existentes na literatura quanto a carcinogênese mamária suportam a hipótese que o estrogênio e seus metabólitos estão relacionados tanto com a carcinogênese quanto a carcinocinese do carcinoma de mama. A progesterona, em sinergismo com os estrogênios, parece ter efeito proliferativo na mama, e possivelmente, pró-carcinogênico. O estudo do ?Women´s Health Initiative Randomized Controlled Trial? (WHI) com 16.608 mulheres menopausadas com idade de 50-79 anos, foi o primeiro estudo randomizado controlado a avaliar o uso de uma terapia combinada de hormônios (0,625mg de estrogênios eqüinos conjugados e 2,5 mg de acetato de medroxiprogesterona) em relação a um placebo.

A pesquisa teve que ser interrompida um ano atrás, porque os hormônios causaram aumento significativo do risco de desenvolvimento de câncer de mama (26%), além de aumentar os riscos de ataque cardíaco e derrame (29%). Os hormônios também aumentaram em mulheres com idade superior a 65 anos casos de demência. De acordo com os pesquisadores, a explicação para isso é que possivelmente a terapia, na modalidade avaliada, faça crescer o perigo de formação de coágulos nos vasos que irrigam o cérebro.

Por causa disso, as células nervosas poderiam ser danificadas, o que levaria, por exemplo, ao aparecimento do mal de Alzheimer, enfermidade mais associada à demência (Rossouw et al., 2002; Lacey et al., 2002; Rapp et al., 2003; Shumaker et al., 2003). O estudo supracitado é amplamente considerado o mais confiável e cientificamente rigoroso dos muitos estudos sobre terapia de reposição hormonal. Frente as evidências relacionadas por ele, tem sido cada vez mais considerado a relação risco/benefício da TRH, cujo uso indiscriminado tem sido cada vez mais limitado (Fernandes, 2003).

Diante dessa polêmica, e considerando o grande número de mulheres que apresentam contra indicações específicas à reposição hormonal com estrógenos, justifica-se o interesse atual de se investigar alternativas à terapia de reposição hormonal convencional. Uma das alternativas, está no uso de fitoestrogênios encontrados principalmente na soja, mas também em plantas como a Cimicifuga racemosa, o yam mexicano, o alcaçuz, a linhaça e o trevo vermelho (Lopes et al, 2000).

Os fitoestrogênios são definidos como substâncias com afinidade estrutural com o 17b estradiol. Ligam-se aos receptores estrogênicos, com maior afinidade para os beta e são capazes de produzir efeitos estrogênicos documentados em estudos com animais e humanos

Fonte:  Dra. Andrea Dario Frias

sábado, 4 de dezembro de 2010

Como a alimentação pode evitar doenças em mulheres



Homens e mulheres, apesar de não terem o hábito em função da cultura alimentar do mundo ocidental, precisam se alimentar de forma diferente, mas com um objetivo comum: agir preventivamente contra as doenças gerais e específicas de cada gênero. Em função de patologias que acometem mais as mulheres e vice-versa, alimentos podem contribuir ou não com essa prevenção. A alimentação em geral deve ser equilibrada, tanto qualitativamente quanto quantitativamente, de forma individualizada. Para isso, vários fatores devem ser considerados na hora da elaboração do cardápio: peso, altura, sexo, idade, compleição óssea, atividade física e intelectual, fator estresse, patologias de base, hábitos alimentares e riscos nutricionais. Os alimentos contidos nas refeições do dia-a-dia têm a mesma propriedade para todas as pessoas, no entanto, os benefícios reais de cada alimento dependerão das necessidades nutricionais de cada um, bem como dos hábitos de vida.


Para a mulher, o direcionamento da alimentação deve ser principalmente preventivo contra doenças cardiovasculares, câncer, osteoporose e as dificuldades da menopausa. Para evitar doenças cardiovasculares e câncer, é necessário evitar consumir alimentos com excesso de gordura saturada como, por exemplo, frituras, carnes gordas, produtos industrializados e sorvete. As mulheres devem dar preferência para uma alimentação mais natural possível.



Devido a baixa nos níveis de estrógeno, que ocorre no período do climatério (que antecede o fim da menstruação), a mulher é afetada principalmente em sua pele e suas curvas. Há uma diminuição do colágeno que provoca a perda da elasticidade da pele e dos vasos sangüíneos, assim como a massa muscular diminuir e aumenta a concentração de gordura corporal, principalmente na região abdominal.
À medida que a produção de estrógeno cai, as taxas de colesterol e triglicérides no sangue tendem a aumentar, a absorção do cálcio pelos ossos fica prejudicada e, deste modo, aparecem os riscos para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares e osteoporose. Tudo isso deve ser compensado com a alimentação.
Se estiver nessa fase, a mulher deve redobrar os cuidados com o cardápio, sempre com planejamento: controle do consumo de alimentos gordurosos, sal e açúcar; ingestão diária de, no mínimo, cinco porções de hortaliças e grãos. As refeições devem conter apenas 1/3 de carne magra e 2/3 de cereais integrais, hortaliças e grãos. A linhaça contém lignanas, um tipo de fitoestrógeno, utilizado como alternativa para a Terapia de Reposição Hormonal (TRH). Além disso, a mulher deve aumentar o consumo de alimentos fontes de cálcio (leite e iogurtes desnatados, queijos brancos e magros, soja e derivados). Incluir o leite de soja é uma ótima opção: três a quatro copos por dia.
Como o ferro prejudica a absorção de cálcio, o ideal é não misturar alimentos fontes de cálcio (leite, queijos e iogurtes) e de ferro (carnes). Tome, ao longo do dia, muita água e chás de folhas verdes (cidreira, melissa, hortelã, ban-cha etc.) e consuma soja e derivados. Uma dieta que inclui 25 gramas de soja por dia contribui para a diminuição dos riscos de doenças do coração.
As mulheres têm mais tendência a anemia, por conta da perda de sangue mensal na menstruação, precisam ficar atentas às fontes de ferro e ácido fólico. Derivados do leite, carnes e vegetais verdes escuros são imprescindíveis. É recomendado também o consumo diário de fibras, importantes para evitar a constipação intestinal, mais comum no gênero feminino. Devem fugir das comidas ricas em sódio como embutidos e salgadinhos industrializados, principalmente para prevenir a hipertensão. É necessário pensar que alguns alimentos possuem propriedades nutricionais não tão importantes e podem agregar as famosas "calorias vazias": são mais calóricos do que nutricionalmente completos".



Dieta que não faz mal: a equilibrada!
O ideal de beleza pode levar as mulheres a fazer dietas mirabolantes (da lua, da sopa etc.) ou da moda (Dr. Atkins, South Beach, do tipo sangüíneo), todas perdem no quesito equilíbrio nutricional. A única dieta que não faz mal, a recomendada, é uma dieta equilibrada. Todos os alimentos devem fazer parte desse equilíbrio, nada deve ser deixado de fora. No entanto existem alimentos que devem ser evitados, porém essa indicação deve ser feita por um profissional, que irá individualizar a dieta. Nada deve ser comum, padronizado: a dieta não pode ser "engessada". As dietas da moda excluem alimentos importantes como carboidratos, proteínas ou lipídeos de modo que não servem para manter os hábitos de vida saudáveis.
Além dos cuidados com os hábitos alimentares, a mulher deve para de fumar, evitar bebidas alcoólicas, praticar exercícios físicos regularmente e realizar exames médicos periódicos para o controle da glicemia, pressão arterial, níveis de colesterol e triglicérides. No mais, não tomar nenhum medicamento ou suplemento nutricional por conta própria são fundamentais. Faça acompanhamento médico e nutricional.

FONTE: Nutrição em Pauta (http://www.nutriçãoempauta.com.br/)