Mostrando postagens com marcador dieta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dieta. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

COMO SE ALIMENTAR NA FESTA DE FIM DE ANO



Fim-de-ano se aproximando é sinônimo de muitas festas e comemorações. Normalmente os alimentos consumidos nessas reuniões são extremamente calóricos, ricos em gorduras, doces, sobremesas e bebidas calóricas. Realmente esse não é o momento ideal para se iniciar um regime alimentar mas sempre é hora de começar uma re-educação alimentar. De que forma?


• Na véspera do Reveillon normalmente comemos muita variedade de pratos e com isso consumimos calorias em excesso. Por isso durante o dia procure fazer uma alimentação mais leve à base de carnes magras, vegetais folhosos e frutas variadas.

• Antes da festa faça um lanche saudável utilizando frutas, cereais integrais e queijo light. Esta é uma dica muito importante para não exceder na quantidade ingerida durante os eventos.

• O ideal é diminuir a quantidade de alimento a ser ingerido, e na medida do possível combinar pratos mais calóricos e elaborados com saladas variadas (utilizar vários vegetais folhosos como por exemplo: alface americana, rúcula, agrião, repolho, etc), pois promovem a sensação de saciedade.

• Nas preparações dos alimentos substitua os produtos convencionais por lights (p.ex.: maionese, creme de leite, margarina, etc).

• Dê preferência as preparações assadas e grelhadas. Evite as frituras.

• Para as sobremesas abuse nas frutas e nos sucos. Utilize as frutas da época pois são baratas e de excelente qualidade: abacaxi, ameixa, goiaba, laranja, mamão, manga, maracujá, melancia, nectarina, nêspera e pêssego.

• Tire o foco da comida. O mais importante é estar com as pessoas, se confraternizar e até planejar em grupo uma mudança de padrão alimentar para o próximo ano. Combinem para que nos próximos eventos as preparações sejam mais saudáveis.

• Priorize suas escolhas e não fique pensando (principalmente quando chegar em casa) o que não comeu ... coma devagar até para perceber o quanto é suficiente para você!

No mais divirta-se, tenha um excelente Natal e Ano Novo cheio de realizações!

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL ... MENTE E CORPO EQUILIBRADOS!

FONTE: http://www.nossadica.com/ceia_fim_de_ano.php

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Dieta sem carboidrato faz mal à saúde



As dietas com baixo consumo de carboidratos podem causar problemas graves de saúde, segundo médicos americanos.


Em um artigo publicado na revista científica Lancet, especialistas de Nova York descreveram o caso de uma mulher de 40 anos que seguia a dieta de Atkins, e acabou desenvolvendo um problema grave no sangue.

A paciente recebeu tratamento em um hospital de Nova York e apresentava um quadro de obesidade. Ela seguia rigorosamente a dieta de Atkins para perder peso e havia tomado todas as precauções, como o consumo de vitaminas e outros suplementos.

A paciente chegou ao setor de emergência do hospital Lennox Hill em fevereiro de 2004, depois de queixar-se de dificuldades para respirar. Seu estado de saúde piorou e ela foi levada para o centro de terapia intensiva.

Antes de ser internada, a paciente apresentou perda de apetite e sentia náuseas, vomitando de quatro a seis vezes por dia.

Exames confirmaram que a paciente estava com cetoacidose, um problema grave que ocorre quando os níveis de substâncias ácidas chamadas cetonas se acumulam no sangue.

Estas substâncias são produzidas quando os níveis de insulina caem devido à falta de alimentação ou diabetes.

Saudável

Médicos especialistas em saúde pública afirmaram no artigo publicado na Lancet que dietas com baixo consumo de carboidratos estão "longe do conceito de saudável".

Uma porta-voz para a Fundação Atkins afirmou que a dieta não causa problemas de saúde como os descritos.

A dieta de Atkins sugere que é possível perder peso cortando o consumo de carboidratos.

No caso da paciente, os médicos concluíram que a dieta de Atkins era a causa principal do problema.

"Nossa paciente teve uma cetose causada pela dieta de Atkins e desenvolveu quadro grave de cetoacidose, possivelmente quando seu consumo oral estava comprometido devido a uma leve inflamação do pâncreas ou gastroenterite", escreveu o professor Klaus-Dieter Lessnau, que liderou a equipe da Faculdade de Medicina de Nova York.

"Este problema poderá ser mais fácil de reconhecer, pois esta dieta está cada vez mais popular no mundo inteiro", acrescentou.

Durante um mês, antes de ser internada, a paciente teria consumido apenas carne, queijo e saladas, segundo os médicos, e fazia testes caseiros de urina duas vezes por dia.

Com a dieta, a paciente conseguiu emagrecer nove quilos.

"Estas dietas aumentam a carga de proteína nos rins e alteram o equilíbrio ácido do corpo, que pode resultar em perda de minerais de depósitos nos ossos e comprometer a integridade óssea", disseram as médicas Lyn Steffen e Jennifer Nettleton, da Universidade de Minnesota e da Faculdade de Saúde Pública de Minneápolis, respectivamente.

A médica Abby Bloch, vice-presidente para programas e pesquisas na Fundação Robert C. Atkins, disse à BBC que a dieta não poderia ter causado o problema de saúde da paciente.

A médica afirmou que milhões de pessoas fazem dietas com baixo consumo de carboidratos sem apresentar problemas de saúde.

Bloch acrescentou que comentários "preocupantes" e "inadequados" foram feitos na revista Lancet a respeito de alegações sobre os efeitos colaterais de dietas com baixo consumo de carboidratos, que foram questionadas em muitos estudos.

Fonte: BBC Brasil.com




terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Grãos integrais em excesso podem fazem mal à saúde



Tendência atual e crescente no mercado, os produtos a base de grãos integrais nem sempre foram desejados. E, sim, seu consumo em excesso pode trazer prejuízos à saúde de algumas pessoas, diz o cientista de alimentos Jayme Farfan, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas.


Quando há consumo em excesso, os fitatos, substâncias presentes nas fibras dos integrais, principalmente os crus, podem reduzir a absorção de minerais como zinco, ferro, cálcio. Nos anos 60, estudos apontaram relação entre o consumo excessivo de integrais e a redução do crescimento de crianças. "Considerou-se os fitatos inimigos da boa nutrição", explica Farfan, que defende que principalmente idosos e crianças podem ser afetados se houver consumo em excesso. Nos anos 80, no entanto, pouco a pouco os produtos integrais voltaram a ter importância na Europa, a partir de estudos que mostraram sua importância para o aporte de fibras e vitaminas E e B, entre outros nutrientes, aproveitando a onda de alimentos que prometem melhorar a saúde.

"O idoso tem absorção reduzida e, se consumir em excesso, pode perder cálcio", diz Farfan, que também defende uma regulamentação para os integrais. "Não há padrão de identificação", afirma. "O consumidor acha que consumiu o suficiente e pode não ter consumido nada", alerta Alícia de Francisco, da Universidade Federal de Santa Catarina.

Obstáculos. Alícia diz que as empresas têm dificuldade para fabricar produtos integrais porque isso exige investimento em novas máquinas. Além disso, produtos realmente integrais duram menos nas prateleiras, explica

Fonte: www.estadao.com.br

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Musculação faz bem à saúde e ajuda na perda de peso



Pesquisa mostra que o exercício queima 40% a mais de gordura


Não é de hoje que grande parte da população está em busca do corpo perfeito, mas as academias estão cada vez mais lotadas. A musculação continua sendo a atividade preferida e, o melhor, é um exercício que tem ganhado respaldo científico.

Diversas pesquisas foram realizadas com a musculação e os resultados mostram que essa atividade tem um impacto benéfico muito maior do que se imaginava e, que em certos casos, pode trazer resultados melhores do que o exercício aeróbico.

Segundo a Universidade de Penn State, a musculação proporciona maior queima de gordura. O estudo analisou pessoas acima do peso e que começaram a praticar tal atividade três vezes por semana. O resultado obtido foi uma queima de gordura 40% maior na musculação se comparada com a mesma quantidade e frequência de uma atividade aeróbica.

"A prática de atividade física tem sempre o objetivo de saúde, do bem-estar. A musculação, de acordo com a pesquisa, além de ajudar a emagrecer, tem mais gastos calóricos e outros benefícios, mas deve sempre ser realizada com acompanhamento de um profissional da área", explica a educadora física e tutora do Portal Educação, Bruna Morais.

Vale destacar que levantar peso chega a diminuir 40% o risco de derrame e 15% de infartos, sem contar que o exercício ajuda a regular a pressão, reduz o risco de alguns tipos de câncer e é capaz de controlar a glicose no sangue.

Fonte: http://www.sonutricao.com.br/noticia.php?id=64

domingo, 26 de dezembro de 2010

Emagrecimento sem mistério


A fórmula mágica para o emagrecimento existe. Basta segui-la à risca e o resultado aparece. O melhor de tudo é que não são necessários sacrifícios gigantescos, extravagâncias gastronômicas ou comportamentais. A grande fórmula para se perder peso, os especialistas afirmam, é alimentação equilibrada combinada com a prática regular de exercícios físicos. Se você não viu nenhuma novidade, é isso mesmo. O caminho está longe de ser um mistério – o difícil mesmo é segui-lo.


"Não há mágica: é necessário se gastar mais energia do que se ingere", observa José Kawazoe Lazzoli, especialista em Cardiologia e Medicina do Esporte e Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME). "Pensemos numa balança de feira, onde colocamos num prato o que ingerimos de energia, por meio dos alimentos, e, no outro, a energia que gastamos para manter o nosso corpo funcionando e também o que é gasto com atividades físicas. Dependendo de qual prato for mais pesado, perdemos ou ganhamos peso."

Um dos erros comuns entre os que não conseguem perder e manter o peso, mesmo após incontáveis dietas, é a busca por soluções fáceis e rápidas, obtidas por meio de alimentação limitada – comer só sopa, ou apenas alface ou nada mais do que shakes diets. O problema dessas dietas muito restritivas – que cortam os alimentos cotidianos, as guloseimas prediletas ou grupos alimentares inteiros, como carboidratos – é que, depois do período de regime, a pessoa vai retomando os velhos hábitos incorretos e, assim, ganha de volta os quilos perdidos. É o conhecido efeito sanfona.

Jejuns. Outro problema são os longos períodos sem alimentação ou quando se "pula" refeições. "Nesse caso, o prejuízo ocorre porque o corpo entende o processo como uma privação de alimentos e, para se poupar, passa a gastar menos energia, diminuindo o metabolismo", afirma a nutricionista Renata Alves. Com isso, além de evitar o emagrecimento, a pessoa pode voltar a recuperar, e até aumentar, o peso. "Porque, no retorno da comida, o organismo retardou o metabolismo com medo de nova escassez, então fica mais fácil de a pessoa voltar a engordar", explica.

Por outro lado, reduções muito rápidas de peso não são saudáveis, pois perde-se massa magra também (muscular e, inclusive, óssea), ao invés de apenas gordura. É importante evitar, ainda, as metas irreais. "As pessoas sempre querem perder mais peso do que necessitam", afirma a endocrinologista Rosana Bento Radominski, professora-doutora da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Por isso, é recomendável que um nutricionista ou endocrinologista oriente sobre a quantidade de peso a ser perdida e acompanhe todo o processo de emagrecimento.

A reeducação alimentar é o primeiro passo para quem quer emagrecer com saúde. Comer mais frutas, legumes e verduras; fazer refeições em pequenas porções a cada três horas; tomar bastante água (no mínimo, dois litros por dia); evitar frituras, comidas industrializadas; incorporar cereais integrais – que, por terem mais fibras, aumentam a saciedade. O problema é que muitas pessoas não gostam de comer determinados alimentos, então o desafio parece insuperável.

"A orientação deve ser dentro da realidade do paciente. Se ele é chocólatra, não vou proibi-lo de comer chocolate, mas ensiná-lo a não comer muito de uma vez e a deixar por mais tempo o pedaço na boca", exemplifica a nutricionista Renata Alves. Em sua rotina profissional, ela tem percebido a dificuldade dos pacientes em evitar alimentação industrializada e em combater o sedentarismo. "O mundo está ficando mais obeso, ao mesmo tempo em que se faz mais dieta. A conta não está fechando."

Da mesma forma que a alimentação, a prática regular de exercícios físicos deve se adaptar à rotina pessoal e, principalmente, ser prazerosa. Para quem não gosta de academia e de praticar esportes, uma caminhada de 30 minutos por dia é suficiente. Basta tentar fazer os pequenos trajetos diários a pé (padaria, mercado) e, se a ida para o trabalho é feita de ônibus ou metrô, descer um ponto antes do destino e ir caminhando é uma saída.

Fonte: www.estadao.com.br

domingo, 12 de dezembro de 2010

DIETA PARA COMBATER A CELULITE

Devemos saber que a celulite não é apenas um problema estético, e sim que ela é um indicativo de que nosso organismo não está funcionando muito bem. A celulite é o resultado de uma alteração no processo de regeneração dos tecidos da pele causada pelo excesso de radicais livres no organismo provenientes, muitas vezes, da má alimentação e do excesso de toxinas que recebemos no cotidiano.  Uma forma importante para combater essas deficiências na alimentação é fazer a purificação do organismo. Evite frutas e verduras que não estão na estação, esses alimentos possuem maior quantidade de toxinas. Vale resaltar que a atividade física é muito importante para a melhora da celulite.

Exemplo de dieta para combater a celulite:

Desjejum 06:00 horas

1 copo (200 mL) de leite desnatado batido com:
   - 1unidade de banana prata
   - 5 unidades de morango
   - 2 colheres de sopa de aveia em flocos

2 bolachas de gergelim

Colação 09:00 horas

1 maça média

Almoço 12:00

2 colheres de sopa de arroz com brocolis
3 colheres de sopa de feijão preto
1 porção de lagarto de panela ao vinho tinto
1 prato de salada de couve crua com tomate cereja e shitake
1 colher de sopa de azeite extra-virgem
1 copo americano de suco de limão com adoçante stevia
1 porção de mousse de laranja diet

Lanche 15:00

1 porção de salada de frutas
1 colher de sopa de mel
1 colher de sopa de aveia em flocos

Jantar 18:00

2 pegadores de macarrão com rúcula e tomate seco

Ceia 21:00

1 manga pequena

ATENÇÃO: O cardápio proposto é apenas um exemplo. Para que você tenha um cardápio personalizado de acordo com as suas necessidades é necessário que se faça uma AVALIAÇÃO NUTRICIONAL.
AGENDE SUA CONSULTA PELO TEL.: (35) 3471-3603

sábado, 4 de dezembro de 2010

Licopeno e Câncer de Próstata


O câncer é uma doença multicausal crônica, e a sua prevenção tem tomado uma dimensão importante na ciência nos últimos anos, uma vez que é a principal causa de mortalidade no mundo.
Entre os cânceres relacionados a fatores ambientais, sabe-se que a dieta contribui com cerca de 35% dos casos, seguida pelo tabaco com 30%.
A quimioprevenção através dos fitoquímicos presentes nos alimentos representa um grande avanço no papel preventivo da alimentação contra o câncer.
Os carotenóides, juntamente com as vitaminas, são as substâncias mais investigadas como quimiopreventivas, funcionando como antioxidantes dos sistemas biológicos.
Algumas das principais fontes de carotenóides são cenouras e abóboras, tomates e produtos derivados, como extrato, polpa e molhos e espinafre.
O licopeno é um carotenóide sem a atividade pró-vitamina A, lipossolúvel e mais predominante no plasma e nos tecidos humanos. Encontrado em um número limitado de alimentos de cor vermelha, como tomates e seus produtos, goiaba, melancia e pitanga. Os tomates e seus derivados são suas maiores fontes, em média com 30mg de licopeno/Kg no fruto, 150mg de licopeno/litro no suco de tomate e 100mg/kg no catchup. Esse teor varia de acordo com o tipo e o grau de amadurecimento do tomate, sendo que os mais maduros contêm maior quantidade, responsável pela sua coloração mais avermelhada. Além disso, sua apresentação na forma de molho se mostra mais biodisponível, aumentando mais as concentrações séricas, mas sua biodisponibilidade também é afetada pelo calor e pela presença de lipídeos na dieta.
Este carotenóide aparece como um potente agente antioxidante, sugerido na prevenção da carcinogênese, por exemplo, por proteger o DNA de danos oxidativos e melhorar o índice apoptótico.
Estudos epidemiológicos têm encontrado uma associação relevante entre o câncer de próstata e a ingestão de licopeno da dieta, mostrando que homens que consomem mais produtos de tomate têm um risco significativamente menor de desenvolver o câncer de próstata.
Apesar de evidências anteriores suportarem esta função preventiva do licopeno, recentemente estudos têm demonstrado controvérsias. Kirsh e col.6 em um estudo prospectivo mostraram que o aumento do consumo de licopeno através de produtos derivados do tomate não tem relação com a proteção para o câncer de próstata, sugerindo apenas um efeito positivo em caso de história familiar, mas que requer novos estudos. Peter e col.7 também não observaram efeito protetor do licopeno no câncer de próstata.
Diferentes resultados devem ser levados em consideração avaliando os diferentes tipos de metodologias utilizados em cada estudo. Estudos que dependem da escolha de inquéritos alimentares, por exemplos, podem ter grandes limitações por dependem da habilidade de quem está entrevistando e de quem está dando as informações. Levantamentos que isolam um único nutriente devem ser analisados de forma cautelosa, porque o alimento é uma combinação de compostos. Por isso, exige-se muito cuidado atribuir um papel carcinogênico ou anticarcinogênico a um único fator da dieta.Como dito no início, o câncer é uma doença que envolve muitas causas e pode haver outros fatores agindo simultaneamente.
Análises de estudos apontaram que não são compostos isolados ou ingeridos na forma de suplemento que podem diminuir o risco de câncer, mas sim uma dieta rica em substâncias anticarcinogênicas.
Assim, permanece a orientação de muitos órgãos internacionais de ingerir uma dieta variada com no mínimo 400g de frutas e vegetais por dia.

FONTE:  Luciene Assaf de Matos (Nutricionista, Hospital A C Camargo, São Paulo, Brasil)

Como a alimentação pode evitar doenças em mulheres



Homens e mulheres, apesar de não terem o hábito em função da cultura alimentar do mundo ocidental, precisam se alimentar de forma diferente, mas com um objetivo comum: agir preventivamente contra as doenças gerais e específicas de cada gênero. Em função de patologias que acometem mais as mulheres e vice-versa, alimentos podem contribuir ou não com essa prevenção. A alimentação em geral deve ser equilibrada, tanto qualitativamente quanto quantitativamente, de forma individualizada. Para isso, vários fatores devem ser considerados na hora da elaboração do cardápio: peso, altura, sexo, idade, compleição óssea, atividade física e intelectual, fator estresse, patologias de base, hábitos alimentares e riscos nutricionais. Os alimentos contidos nas refeições do dia-a-dia têm a mesma propriedade para todas as pessoas, no entanto, os benefícios reais de cada alimento dependerão das necessidades nutricionais de cada um, bem como dos hábitos de vida.


Para a mulher, o direcionamento da alimentação deve ser principalmente preventivo contra doenças cardiovasculares, câncer, osteoporose e as dificuldades da menopausa. Para evitar doenças cardiovasculares e câncer, é necessário evitar consumir alimentos com excesso de gordura saturada como, por exemplo, frituras, carnes gordas, produtos industrializados e sorvete. As mulheres devem dar preferência para uma alimentação mais natural possível.



Devido a baixa nos níveis de estrógeno, que ocorre no período do climatério (que antecede o fim da menstruação), a mulher é afetada principalmente em sua pele e suas curvas. Há uma diminuição do colágeno que provoca a perda da elasticidade da pele e dos vasos sangüíneos, assim como a massa muscular diminuir e aumenta a concentração de gordura corporal, principalmente na região abdominal.
À medida que a produção de estrógeno cai, as taxas de colesterol e triglicérides no sangue tendem a aumentar, a absorção do cálcio pelos ossos fica prejudicada e, deste modo, aparecem os riscos para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares e osteoporose. Tudo isso deve ser compensado com a alimentação.
Se estiver nessa fase, a mulher deve redobrar os cuidados com o cardápio, sempre com planejamento: controle do consumo de alimentos gordurosos, sal e açúcar; ingestão diária de, no mínimo, cinco porções de hortaliças e grãos. As refeições devem conter apenas 1/3 de carne magra e 2/3 de cereais integrais, hortaliças e grãos. A linhaça contém lignanas, um tipo de fitoestrógeno, utilizado como alternativa para a Terapia de Reposição Hormonal (TRH). Além disso, a mulher deve aumentar o consumo de alimentos fontes de cálcio (leite e iogurtes desnatados, queijos brancos e magros, soja e derivados). Incluir o leite de soja é uma ótima opção: três a quatro copos por dia.
Como o ferro prejudica a absorção de cálcio, o ideal é não misturar alimentos fontes de cálcio (leite, queijos e iogurtes) e de ferro (carnes). Tome, ao longo do dia, muita água e chás de folhas verdes (cidreira, melissa, hortelã, ban-cha etc.) e consuma soja e derivados. Uma dieta que inclui 25 gramas de soja por dia contribui para a diminuição dos riscos de doenças do coração.
As mulheres têm mais tendência a anemia, por conta da perda de sangue mensal na menstruação, precisam ficar atentas às fontes de ferro e ácido fólico. Derivados do leite, carnes e vegetais verdes escuros são imprescindíveis. É recomendado também o consumo diário de fibras, importantes para evitar a constipação intestinal, mais comum no gênero feminino. Devem fugir das comidas ricas em sódio como embutidos e salgadinhos industrializados, principalmente para prevenir a hipertensão. É necessário pensar que alguns alimentos possuem propriedades nutricionais não tão importantes e podem agregar as famosas "calorias vazias": são mais calóricos do que nutricionalmente completos".



Dieta que não faz mal: a equilibrada!
O ideal de beleza pode levar as mulheres a fazer dietas mirabolantes (da lua, da sopa etc.) ou da moda (Dr. Atkins, South Beach, do tipo sangüíneo), todas perdem no quesito equilíbrio nutricional. A única dieta que não faz mal, a recomendada, é uma dieta equilibrada. Todos os alimentos devem fazer parte desse equilíbrio, nada deve ser deixado de fora. No entanto existem alimentos que devem ser evitados, porém essa indicação deve ser feita por um profissional, que irá individualizar a dieta. Nada deve ser comum, padronizado: a dieta não pode ser "engessada". As dietas da moda excluem alimentos importantes como carboidratos, proteínas ou lipídeos de modo que não servem para manter os hábitos de vida saudáveis.
Além dos cuidados com os hábitos alimentares, a mulher deve para de fumar, evitar bebidas alcoólicas, praticar exercícios físicos regularmente e realizar exames médicos periódicos para o controle da glicemia, pressão arterial, níveis de colesterol e triglicérides. No mais, não tomar nenhum medicamento ou suplemento nutricional por conta própria são fundamentais. Faça acompanhamento médico e nutricional.

FONTE: Nutrição em Pauta (http://www.nutriçãoempauta.com.br/)